04/09/2013


Não me sentia tão ansioso pela chegada de alguma coisa já há algum tempo. Isto porque todas as músicas que têm estado a sair são, como se diz, "cada tiro, cada melro". Não sei se é por causa da, claramente notória, influência do Josh Hommes (Queens of the Stone Age), que agora aparece sem ser feature, nas músicas "Knee Socks" e "One for the Road" ou se é apenas porque são os Arctic Monkeys. Qualquer uma das razões é suficiente para me meter em ansiedade extrema. E passo a explicar porquê: não vou falar sobre o álbum - que nem sequer saiu - mas sim do que já ouvi, das primeiras impressões e expectativas que guardo.


A "primeira" música que ouvi foi a "Do I Wanna Know?" e acho que é das melhores deles. Não de agora, mas de sempre. A energia que emite e a letra tão Alexiana, que quase que se pode comparar à crueldade directa da "505". A incerteza está presente, tanto numa como na outra. Na primeira, a dúvida se o sentimento é o mesmo entre as duas partes, na segunda, a dúvida se uma parte espera pela outra. Assim que a ouvi remeteu-me logo para a nostalgia do Favourite Worst Nightmare. Onde mais se podem ouvir coisas como: "Crawling back to you / Ever thought of calling when you've had a few? / Cause I always do / Maybe I'm to busy being yours to fall for somebody new / Now I've thought it through / Crawling back to you"? É este ambiente sombrio, influência derivada ao convívio com os QOTSA, do qual se encarrega a música, que me mete aos saltinhos que nem uma criança de 10 anos à espera de entrar numa loja de brinquedos. 



Começou a crescer o bichinho, e fui ouvir mais. "R U Mine?" foi a seguinte, e confesso, já não me lembrava que já a tinha ouvido, embora com menos atenção. É a música mais pura que há. Rock puro. Não há mais nada que seja Arctic Monkeys do que esta música. É tão Whatever People Say I Am, I'm Not, e ao mesmo tempo deixa de o ser, isto porque os putos do indie rock inglês já não são putos nenhuns. Cresceram e adoptaram uma atitude tão rockstar que os tornaram já lendas do british rock. E os vídeo é mesmo fixe, porra. 




"Why'd You Only Call Me When You're High?" é tão bom, mas tão bom que qualquer coisa que diga não lhe faz justiça. A letra, 100% Alex Turner puro. "Somewhere darker / Talking the same shit / I need a partner / Well are you out tonight?". E a atitude de rockstar está tão bem empregue no vídeo que até se esquece a imagem de quatro putos, de franja, a tocar músicas sobre gajas em pistas de dança e o quão bem ficam lá. 


E a última que ouvi - porque achei que devia parar por aqui - "I Want It All" é a que mais se nota a influência clara e directa que tem sido esta amizade com os Queens of the Stone Age! Esta música grita a QOTSA e AM juntos. O que não é uma coisa má necessariamente. Aliás, para mim que não gostava de Arctic Monkeys no início da carreira, o álbum Humbug mudou toda esta visão negativa que tinha sobre eles, não tivesse sido produzido pelo Josh Hommes. Para ouvir, e re-ouvir, infinitos mil. 


A próxima vez que ouvir uma música nova deles - no fingers crossed - será com o álbum. Porque isto de ouvir uma e esperar, não sei quanto tempo, pela próxima não me agrada muito. É que se a expectativa já era alta, estas músicas ainda a levantaram mais. E porque são das minhas bandas favoritas. E também porque estes putos têm cenário!


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